
31 January 2010
Hoje é um dia triste...

19 October 2009
O amigo com quem nunca almoço
Um dia, às duas da tarde aparece lá o Chico Sande e Castro, que eu já não via há um ano. “Embora aí almoçar”, disse ele. O Chico, sendo um aristocrata, porta-se sempre como se estivesse em casa, em Portugal.
Como na Inglaterra não é costume ir-se almoçar às duas da tarde e eu já tinha gozado, há meia-hora atrás, o meu “lunch break” de meia-hora, fui ter com o gerente da loja e perguntei-lhe se podia saír durante uma hora e meia, para ir almoçar com este grande amigo meu que eu já não via há muito tempo.
O gerente explicou-me que não podia deixar-me sair porque ele estava aflito a escrever um relatório urgente e não havia mais ninguém para atender os clientes. Compreendeu e ficou com pena mas não podia deixar-me sair, sorry.
O Chico disse “deixa lá, pá – eu apareço cá noutro dia”.
Só que ele estava a estudar em Brighton, no Sul da Inglaterra e eu estava em Manchester, no Norte e só por uma feliz coincidência é que estávamos os dois em Londres.
Para mais, estava um dia de sol.
Tirei o avental e disse ao gerente que ele é que tinha de desculpar, porque eu ia mesmo almoçar como o meu amigo. A conversa simpática rapidamente degenerou até o gerente anunciar-me que, caso eu saísse da loja, ele despedir-me-ia.
Aqui já o Chico se sentia mal por ter provocado esta situação e dizia “Ó pá, vamos antes jantar então, eu passo por cá.” E foi aí que ocorreu o momento libertador. E as três palavras mágicas foram “Que se lixe”. Despedi-me eu do gerente, agradecendo-lhe a maneira como sempre me tratou, e fui almoçar com o Chico. Durante os primeiros passos, enquanto o Chico ria-se e repetia “Este gajo é maluco!”, eu senti crescer-me na boca o maior sorriso que alguma vez tinha sorrido.
Percebi que a felicidade também se pode roubar. Eu tinha roubado um almoço com o meu maior amigo.
A grande alegria é descobrirmos que, em larga medida, somos nós os autores das nossas vidas. Podemos ser mentiroso; podemos ser tarados sexuais; podemos ser alcoólicos; podemos fugir dos problemas; podemos ser sempre frívolos; ou tristes.
Podemos ser inconsistentes. Num dia podemos ser pessoas de confiança e, no dia seguinte, não. E se, por acaso, quisermos ser boas pessoas, temos o grande prazer de sermos bons porque fomos nós que decidimos ser assim. É essa a liberdade que antecede todas as outras. Muito antes de haver liberdades oficiais, já os seres humanos podiam ser egoístas ou rancorosos. Antes de haver liberdade de expressão, qualquer pessoa podia dizer o que lhe apetecesse. Mesmo que o matassem depois, a coisa tinha sido dita e tinha sido ele a decidir dizê-la.
As pessoas esperam de nós que sejamos sensatos e saudáveis e bondosos. Mas isso é apenas o que eles querem; é um desejo; é uma opinião.
Mas, por muito sentido que faça, nós não só não somos obrigados a viver como eles querem, como somos livres de fazer o que quisermos.
Se as pessoas são nossas amigas aguentam-nos como nós somos e aceitam que não batemos bem as bolas e que fazemos merda.
A libertação daquele momento em Londres não foi estar-me nas tintas para aquele emprego: Foi ter podido escolher. As consequências do nosso almoço foram uma ninharia comparadas com a alegria que me trouxe.
Quase trinta anos depois, vivemos os dois em Portugal e quantas vezes vamos almoçar? Uma ou duas vezes por ano. E não é só o Chico. Tenho mais cinco grandes amigos, a começar pelo meu irmão, que quase nunca vejo.
A culpa é mais minha do que deles – embora eles também se aproveitem um bocadinho para se baldarem mais um pouco. Há um deles – O Pedro Rolo Duarte – com quem não vou almoçar só com enorme trabalho: mediante dúzias de mails a marcar, desmarcar e remarcar.
A moral da história não é que devíamos passar mais tempo com os amigos – claro que sim. Não, a moral é que os amigos continuam amigos apesar de quase nunca estarem juntos.
Porque os meus amigos aceitam a minha maneira de ser e de me comportar tal como eu aceito as maneiras deles. Não gosto; não compreendo; às vezes fazem-me raiva; às vezes entristecem-me; às vezes chocam-me. Mas que remédio tenho eu senão o azar de me terem calhado aqueles sacanas como amigos?
Foram esses os sacanas que me caíram no goto; é com eles que me divirto. Alguns até são boas pessoas, para que não se pense que só gosto dos sacanas.
Escolhemo-nos uns aos outros e, de um momento para o outro, podemos deixar de ser amigos. Sem essa liberdade; sem essa tristeza a pairar sobre a nossa amizade, a amizade ficaria vazia.
Continuamos a ser amigos mais o mais importante é que continuamos a querer ser amigos, porque é o que nos apetece. Almocemos ou não almocemos. A vontade de irmos almoçar, um dia destes, chega-nos perfeitamente. Não é uma expressão oca. Queremos mesmo ir almoçar um dia destes.
E isso é lindo, porque é livre.
Texto de Miguel Esteves Cardoso in Playboy, Outubro 2009.
27 September 2009
17 August 2009
02 August 2009
Concerto Seal - Albufeira 01/08/2009
Foi mais aos menos esta a imagem que tivemos a noite passada. Uma magnífica noite de música a que o cantor nos presenteou. Ao vivo, por entre alguns VIPs e amigos foi um serão bem passado. A noite acabou a brindar na noite algarvia. :)
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14 June 2009
06 June 2009
Férias!!!!
24 May 2009
Surf rulezzzz!!!
Descobri que ainda tenho uma ligação maior com o mar do que julgava.
A convite de uma pessoa especial levantei-me de manhã num Sábado (!) e pus-me à estrada rumo a Carcavelos. O mar fez com que o spot fosse alterado para o Guincho. As condições não eram perfeitas, e até a chuva espreitava de quando em vez, mas nada que não servisse para que um bando de principiantes com sangue radical a correr nas veias experimentasse a força do mar.
À segunda tentativa já eu estava de pé na tábua. Só parei quando as forças já começavam a faltar, depois de umas quedas, umas quantas surfadas, e uma alegria imensa de quem quer voltar em breve.
Simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!
Agradecimentos a quem me proporcionou esta experiência:
A ti, por te teres lembrado deste doido, ao instrutor Bruno, e ao resto do pessoal que me incentava com palavras como "é mesmo a tua primeira vez?!" :)
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26 April 2009
You are...Superhuman
O vento que vem de norte no cabo espichel bate-vos nos cabelos. Loiros, reflectem o oceano que bate com força nas rochas. Com a mesma força que te abraço de felicidade. Felicidade que vem da maneira como nos recebem, de braços abertos e um sorriso contagiante.
De mãos dadas oiço dizeres-lhe "Adoro esta música", e essas palavras ficam-me gravadas, enquanto as cantarolamos no regresso.
Por isso esta música é para ti, para vocês, como agradecimento por serem assim, amigos, ternos e nos fazerem sentir afortunados.
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19 April 2009
Weekend full of friendsip!

Um fim-de-semana cheio de amizade é:
- Andar às compras de guarda-chuvas nas mãos.
- Andarmos todos perdidos mesmo com GPS.
- Procurar de um restaurante que nos deixe jantar tarde.
- Fazer caretas em conjunto e fotografá-las.
- Fazer troça das figuras dos outros.
- Jogar poker e esperar pelo castigo.
- Deitar tarde e a más horas com alegria no rosto.
- Mandar sms's de diferentes divisões da mesma casa.
- Partilhar gelados.
- Programar viagens.
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29 March 2009
25 March 2009
Desafio - Como Era, Como É!

COMO ERA – COMO É
1. Escrevíamos postais – Escrevemos sms
2. Íamos à bilioteca – Vamos ao Google, Youtube, Wikipédia
3. Convidávamos amigos para um café – Ligamos o Messenger
4. Conversávamos sobre tudo – Blogamos
5. Víamos televisão – Vemos televisão enquanto estamos ao telemóvel, pesquisamos na net, escrevemos no Messenger e conversamos.
6. Cortávamos o cabelo – Aparamos o cabelo, mudamos a cor das madeixas e pomos extensões
7. Ás 4as feiras desmarcávamos tudo para ver na televisão um jogo dos oitavos de final da Taça – Vemos três jogos de futebol por dia.
8. Íamos almoçar a Sintra e dar um passeio à Ericeira – Almoçamos no Shopping e passeamos a ver lojas.
9. Líamos o “Perfume” – Lemos “Como ser feliz e rico em 30 dias”
Desafio-vos, caros amigos leitores deste blog, a deixarem os vossos "como era, como é". Quem disser mais ganha uma surpresa! :)
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03 March 2009
O segredo contra a doença

“Que a vida seja vivida
Bem vivida até ao fim
E se eu não viver assim
Eu não estarei a viver
Terei o dever
De deitar luto por mim.”
Isidoro de Oliveira
Quem quer envelhecer com qualidade tem de lutar contra todos aqueles factores que o entristecem. Viverá no presente e não só no passado. Não deverá fechar-se nas suas recordações, na sua concha. Deverá criar amigos, de todas as idades. Marcará encontros, visitas, passeios. Procurará novos interesses e novas actividades. Manterá sempre um novo projecto, admitindo que depois de cada dia outro dia vem que é necessário saber viver em pleno.
Há alguns anos os médicos aperceberam-se que a depressão alterava a resposta imunitária do organismo humano. Por outras palavras, a reacção natural do nosso organismo que conduz à destruição dos agentes responsáveis pelas infecções e das células anormais que se produzem na renovação celular dos tecidos, diminui no indivíduo deprimido. As infecções e as doenças malignas são mais frequentes no doente deprimido. O conhecimento recente de que a arteriosclerose pode ter uma componente infecciosa, permite especular sobre a possibilidade de que as próprias doenças cardiovasculares possam ser agravadas pela depressão.
Lutar contra a tristeza, manter a jovialidade, o bom humor é a segunda regra para poder envelhecer com qualidade.
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